À
diferença de outras zonas vitivinícolas andaluzas com tradição, Granada
não dispõe de adegas centenárias nem de uma longa tradição de elaboração
de vinhos.
Contudo, na última
década, e graças ao esforço de meia dúzia de pequenos adegueiros, o
panorama dos vinhos granadinos está a mudar radicalmente para uma
produção de caldos de excelente qualidade.
Até há uns anos atrás, o distrito apenas contava com referências como os ‘vinhos costa’ da Contraviesa, ou ‘vinho mosto’ da Vega e o ‘vinho picoso’ da zona norte. Na sua maioria, rosados de alta graduação alcoólica e elevada acidez, distribuídos avulso.
Actualmente, a adaptação às novas técnicas de vinificação, a implantação de variedades nobres de uva e o cuidado requintado das plantações de vinha tem dado lugar a quatro zonas reconhecidas com a distinção de Vinhos da Terra: Contraviesa-Alpujarra, Láujar-Alpujarra, Granada Sul-Oeste e Norte de Granada. O grande salto qualitativo nos vinhos do distrito foi possível graças ao empenho pessoal de granadinos provenintes do mundo rural, agricultores com implicação directa no controlo das tarefas da vinha e da adega que souberam arrancar à terra vinhos brancos frescos e aromáticos e tintos de grande complexidade. Destaca o trabalho desenvolvido pelas adegas de Horacio Calvente (Jete), Barranco Oscuro (Cádiar), García de Verdevique, Villagrán (Huéscar) e Señorío de Nevada, entre outras.